Apaixonar-se é cair nos olhos do outro

Há mais de 20 anos o cientista Arthur Aron conseguiu fazer com que dois estranhos se apaixonassem. Mais do que romântico, o momento nasceu de uma profunda intimidade entre duas pessoas que se conheceram a uma velocidade a que já não temos acesso quando nos tornamos adultos.
O tempo de que dispúnhamos quando éramos adolescentes, que nos servia para conversas intermináveis com pessoas que mal conhecíamos, desaparece em minutos de trabalho de escritório ou obrigações várias, umas mais alegres que outras. Seja por que razão for, em adultos perdemos a hipótese de nos conhecermos com pormenor e rapidamente.

O estudo deste cientista propunha um teste simples que não é mais do que uma conversa de 90 minutos em que devemos responder, com o outro, a 36 questões. Sobre nós, sobre ele e sobre como podemos relacionar-nos, o que temos em comum, o que admiramos positivamente. No final, propõe que apenas nos olhemos, nos olhos, em silêncio, por quatro minutos. Esse é o destino de toda a intimidade. E dessa intimidade nasce um amor ponderado em questões que não se deixaram marinar na atração física ou no gostar insípido.

“Most of us think about love as something that happens to us. We fall. We get crushed.”

Tenho o pensamento romântico de que o amor maior nasce dessa queda. Dele não se escapa, da mesma forma que não se o procura. O amor é essa construção sim, mas demora semanas, meses e anos. E talvez este ponto de partida para pessoas que estão dispostas a apaixonar-se seja um bom começo.

Do estudo nasceu um curto teste, em vídeo, que tem sido partilha obrigatória na explicação desta ideia. Já é viral.

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Simone de Oliveira: a doçura e a força

Ontem conheci a senhora dona Simone de Oliveira. Foi um encontro curto, de gravador entre nós, porque o tempo urgia e porque, depois de tantas entrevistas, a querida Simone disse estar feita em puré. E no entanto a vontade de contar, dizer, explicar foi desconcertante. Ao lado dela, essa segurança tal que me senti encantada, amolecida e com vontade de lhe dar um abraço.

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Ali está uma mulher definitivamente resolvida com a vida. Que nunca deixou nada por dizer, que se fez das palavras que disse, das batalhas que travou, das canções que cantou e das coisas menos boas que viveu. Nos seus 70 e alguns anos, é de uma solidez e de uma força de carácter que impressiona e nos torna disponíveis para uma conversa que podia não ter um fim anunciado.

Talvez seja apenas nessa idade, aquela em que já nada temos de provar a ninguém, que se encontra enfim essa serenidade de que falámos. Talvez seja aí, só aí, que as competições ficam para trás, realmente esquecidas, enquanto resgatamos dos outros apenas aquilo que nos faz falta, apenas aquilo que nos querem dar de boa vontade. Talvez seja nos olhos de Simone que essa tranquilidade more, só agora, enquanto a lucidez espalha raízes sem pudor. E depois, com o mesmo à-vontade, convidou-me a juntar-me a ela quando a visse – como tantas vezes já – no seu restaurante favorito, para bebermos umas caipirinhas. Que bom que foi conhecer a Simone. Sem mais nada, só porque era disso que precisava.

Make a statement, change the world

SAM SMITH através do Google+

Dear All, Here is the Link to the LAY ME DOWN music video. This song holds a very dear place in my heart. With this video myself and Ryan Hope the director have decided to make a statement and showcase something we passionately believe in. This video shows my dreams that one day gay men and women and transgendered men and women all over the world, like all our straight families and friends, will be able to get married under any roof, in any city, in any town, in any village, in any country. I hope you enjoy it. I love you all x
Dear Sam,
You’re brave.
Thank You.