O discurso feminista de Emma Watson

Emma Watson foi Hermione em Harry Potter. A amiga inteligente, destemida e corajosa que ajudou o feiticeiro em tantas aventuras. Hoje, Emma Watson continua a ser uma atriz brilhante e é também Embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas.

No sábado foi convidada para fazer um discurso integrado na campanha He for She, que luta pela Igualdade de Género. Fê-lo de forma espantosa, emocionou a audiência e fez-nos compreender afinal o que é esta luta.

Durante pouco mais de dez minutos, a atriz deixou algumas questões à audiência. Assumiu-se como feminista mas concluiu que, ultimamente, esta tem-se tornado uma palavra impopular. E afirma-se como uma sortuda, dessas que correspondem infelizmente à minoria, por nunca ter sido menos amada na sua vida ou menos considerada na sua profissão por ser mulher e por poder vir a dar à luz um dia.

Ser feminista é facilmente associado ao exagero e a uma fervorosa defesa das mulheres contra os homens. A luta pelos direitos das mulheres está, no entanto, ligada a uma luta mais ampla que devia ser assimilada por ambos os sexos. Não é uma luta de sexos; é uma luta pela justiça.

A Emma fez questão de dizer, com todas as palavras de que precisamos, o que é afinal ser feminista e lutar pela Igualdade de Género. A luta das mulheres também está na mão dos homens e estes também têm o direito a ser mais do que o que a sociedade espera deles.

“Both man and woman should feel free to be sensitive and strong.”

Se somos mais mal pagas do que os homens e se somos descriminadas por nascermos mulheres, a verdade é que os homens também são associados a papéis que os deixam em desvantagem em relação à mulher. Como o papel de pai ou como a figura de sucesso que se prevê que sejam e que, por vezes, leva a situações limite de suicídio por não terem coragem de pedir ajuda.

Emma Watson chama os homens a contribuir. Será que eles têm coragem para serem chamados de feministas?

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