o meu coração mora em Telheiras

Quando não estou por aqui, também escrevo outras coisas para o site do meu bairro do coração: Telheiras. São textos muito pessoais, geralmente escritos sem correções, com as conversas que tenho comigo passadas a palavras para os outros.

Podem ver esses textos na rubrica “Isto é o da Joana”, no site do Viver Telheiras.

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Operação Heróis de Portugal – as entrevistas

Quando voltei de férias já a Operação Heróis de Portugal tinha começado a ser preparada. Não tive tempo para fazer nem o luto pelas minhas férias nem para pastelar. O que no fundo foi bom, porque o regresso foi menos custoso e não me deu para chorar de falta de sol porque… não tive tempo para pensar nele.

No domingo estivemos no ar na emissão online desde as 14:30 à 1:00 da manhã. Foi cansativo, sim, foi confuso, sim… mas foi um grande orgulho fazer parte de uma homenagem tão merecida e tão sentida e foi muito divertido também.

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Com os jornalistas e repórteres de imagem das delegações RTP de Coimbra e Viseu

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Com os youtubers

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Com Nuno Markl

Não quisemos deixar passar o nosso reconhecimento também por todos os que nos têm acompanhado no mundo web, gente que tem voz no online e no digital mas que raramente tem cara. Fiquei a conhecer as mamãs por trás dos blogues de sucesso que vão escrevendo com dicas sobre bebés, a gente que se empenha a escrever sobre televisão, os apresentadores do 5 para a meia-noite e o João Adelino Faria que me falaram sobre os familiares e amigos que fizeram parte de corporações de bombeiros, os jornalistas da RTP que estiveram nos incêndios no Caramulo e tantos outros que não faltaram à chamada.

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Obrigada Ricardo Tomé!

Foi bom, muito bom. Fazia disto, de entrevistar, (parte d)a minha vida.

Para verem todas as entrevistas, cliquem aqui. 

As histórias dos outros fazem a minha História

Desde miúda que queria ser jornalista. Repórter. Inventava histórias que contava como se tivesse bases científicas. Era muito sabichona, nem sempre de feitio fácil. Gostava de falar, outro tanto de cantar. E se nunca tivesse superado a minha timidez e insegurança, o medo de dizer tudo mal, de não ter a opinião certa, talvez me tivesse fechado numa concha de miúda sabichona, nerd e desconfiada.
Percebi (felizmente cedo) que o jornalismo puro e duro não se adequava a mim. Eu precisava de histórias.
Preciso muito de histórias.

Alimento-me de histórias como se as tivesse vivido. Penso se teria tido a coragem, o que teria eu feito. Entusiasmo-me como se lá tivesse estado. E comovo-me por saber que me teria dilacerado. Os sonhos dos outros, se tiverem um quê de coração nelas, são um bocadinho meus também. Tento ajudar a tornar sonhos realidade. Não devemos deixar morrer os sonhos dos outros…
Às pessoas de quem gosto e que me comovem de alguma forma, cumprimento-as com um abraço. As saudades às vezes são inexplicáveis, vêm do nada, e podia até não saber que as sentia. Mas aparecem ali, nesse segundo entre o beijinho e o abraço. Um abraço é bom. Um abraço também guarda histórias.
As histórias que me contam guardo-as como se fossem minhas. São minhas quando mas contam. São de mim e são tesouros meus.
Continuem a contar-me histórias. Muito vos agradeço.

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